Ontem fui dormir aos prantos, me perdi nas lágrimas, na dor, na falta de amor. Levantei com os olhos enxados, coração dolorido, uma bosta. No meio daquele banho de horas o filme do ocorrido me veio, a lágrima eu segurei pra não cair, não caiu. Uma ponta de felicidade, pequena ainda, me invadiu. Consegui sorrir. Nenhuma lágrima ameaçara vir mais, a dor agora tava fraquinha no canto do coração, escondida. Mas não porque quisesse escondê-la dos outros, estava amedrontado com esse amor que vinha entrando.
Os olhos já mostravam aquele preto acastanhado que eu tanto gostava, os cabelos por incrível que pareça estavam ótimos. A pele mostrava mais sedosa, macia, com um aroma delicioso do hidratante de pêra. Mas a aparência física nem se comparava com o sentimento de dentro. Aquela felicidade em saber que por mais que doera, sofrera, machucara, estava inteira. Sem cortes, sem marcas, só a felicidade e eu. Quer mais o quê?
Ouvi reclamações do perfume exagerado, da roupa ... Enfim, eu sorria e era isso que me fazia mais e mais sorridente. Não tirei a roupa, eu vivi o que eu quis. Eu sorria por dentro, quer felicidade maior que essa? Entendes quão gratificante é entender que tu és lbonito do jeito que aparenta, que é interessante do jeito que é? Eu entendia, por isso sorria. Fui numa festa, dancei, ri, cantei, vivi e sorri, sabe pra quem? Pra mim. Te digo que eu me amo, mesmo tendo esses defeitos a mais, Entretanto, eu quero que tu se ames. Agora mesmo, pega aquele espelhinho dentro da tua casa, aquele que você evita na maioria das vezes, e vê que lindo são teus olhos, que lindo teu sorriso é, em como tu é lliindo. Tá esperando o quê pra me mostrar o teu sorriso?
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